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SER HUMAN-UM ( Minha Homenagem ao Dia da Consciência Negra)
Minha homenagem ao Dia da Consciência Negra - 20 de Novembro 

SER HUMAN-UM!

Quero e gosto de ser negro
Meu cabelo crespo, sarará
Não me constrange
A negritude me comove
Pelé negro virou imortal
Jesse Owens calou o arianismo "hitleriano"
Zumbi dos Palmares pelo fervor da luta deu a vida
Martin Luther King sonhou um sonho que parecia impossível
Castro Alves, o poeta mais negro sem ser negro descreveu as lutas desse povo forte
Nem Rei, nem atleta, nem mártir, nem estadista, nem poeta dos escravos, simplesmente e grandemente negros! 
mesmo o que não era na pele, mas no sofrimento sentido de uma des-umanização sem sentido

Não admito ser chamado preto
Preto não é pele, é cor
Nem "de cor", não sou colorido, 
Nem que me digam que tenho alma branca, 
Porque alma não tem cor
Alma é imaterial, é um espectro
O que tem cor é a vida e esta não tem "cor"!

Eu não neg-o que sou neg-ro
Minha negritude não neg-uei, nem re-neg-uei 
Nem so-neg-uei o sorriso mesmo em face à opressão
Não neg-uei nem re-nego minha negritude com o neg-ar dos olhares frios,
Dos preconceitos toscos, do "apartheid" que se vê e que se viu

Minh?alma não se apartou nesse apartheid viu?
Mesmo, é verdade, às vezes por um fio 
De sentimentos que não se devem deixar de se sentir e que se deixam matar
Por um sistema vil

Ninguém me apartou de andar como qualquer um 
De andar pela vida sem cisma algum
E de morrer morte igual a qualquer um, portanto
Não neg-o minha negritude. O que é ela a não ser a evidência de que branco, negro, vermelho ou amarelo é tudo ser human-um?!


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